Hoje o mundo comemora os 73° aniversário de Direitos Humanos, um dos requisitos fulcrais para o estabelecimento da paz, estabilidade, convivência pacífica e de respeito. No dia 10 de Dezembro de 1948, com a proclamação das Nações Unidas sobre “Os Direitos Fundamentais do Homem”, inspirada nas grandes revoluções de 1977 e 1789, transformações que mudaram o paradigma de opressão, dominação, intolerância política, cívica e religiosa, discriminação e exclusões de magnitudes desumanas.
O Bloco Democrático, ao longo dos seus anos de existência sempre primou pela defesa e salvaguarda dos princípios e espíritos dos Direitos Humanos, protagonizar a construção de uma sociedade onde as Liberdades das pessoas não são coartadas, mas defendidas até a exaustão. Nós entendemos que Angola ainda não vive àquilo que estes Direitos representam, pois ainda temos um “Ciro” por construir, uma missão assente nas respostas das constantes indagações da população Angolana, que clama por liberdades, salvação perante uma sociedade sufocada e oprimida pelos que atualmente detém o poder político, o partido-estado.
Desde 1975 que a violação sistemática dos Direitos Humanos tem sido a única forma de governar o país, pelo regime que comunga com ideias ortodoxos fascistas, situação que, diante desta data, é uma vergonha e uma autêntica falta de respeito aos Direitos Humanos, pois ainda continuam a se registar em todo o país, prisões arbitrárias, morte para quem tenha opinião de governo, diferente do regime que está no poder, facto que , a exemplo de 27 de Maio 1977, muitos cidadãos angolanos ainda perdem a vida por desafiarem democraticamente o Partido-Estado. A Comunicação Social em Angola está amordaçada, intimidada constantemente a não reportar situações do atual Estado delicado que é Angola.
As liberdades fundamentais do Homem ainda não é uma realidade em exercício pleno em Angola, pois diariamente ainda se assiste o atropelo destes Direitos, naquilo que é a realidade social, a fome e a seca dominam a ordem do dia em várias províncias a sul e centro do país, as pressões sociais contra o atual governo crescem todos dias, pois os níveis de desemprego aliados as constantes mentiras políticas vinda do regime fazem a foto de uma realidade que nenhum angolano consegue se realizar como pessoa, Manifestantes são torturados à luz do dia, no passado dia 11 de Novembro de 2020, a polícia nacional imbuído das “orientações superiores”, reprimiram violentamente uma manifestação para exigência de autarquias no país, fazendo uma vítima mortal, o Activista Inocêncio de Matos, após um ano ainda não se fez justiça, pois como diz o povo “o crime para o governo no poder afinal compensa”, a deterioração dos Direitos Humanos é profunda em Angola, casos como a de Inocêncio há muitos, tal a da Zungueira Juliana Cafrique.
Nós entendemos que é altura de mudar este problema social, de mudar à vontade de uma minoria submeter a maioria a estados de indigência, Angola não é mais uma monarquia como nos estados neolíticos da nossa história, hoje somos uma república assente na Democracia. Porém, a Democracia não se faz sentir, por isto, é nosso objectivo congregar as pessoas, unir as pessoas sob o mesmo objeto Angola e tornar a liberdade dos Direitos Humanos pleno como nosso objectivo.
O governo atual está cansado, nega-se a pensar o país, a dialogar, saber e conhecer a pulsação desta Angola a dentro, apenas querem discutir o poder, como se de herança familiar se tratasse, e para conservar este poder sacrificam o pouco de liberdade que resta ao povo, a vida humana e a liberdade de expressão e reunião.
O Bloco Democrático está preparado a ajudar o povo e está com o povo e sente a angústia do povo, pois não são simples 46 dias, são 46 anos de opressão pelo regime autocrático, que desrespeita tudo que soa a liberdade, estamos num confinamento social e político, onde só há liberdade pra uns (minoria) e para outros não, esta é a Angola ainda, diante dos 73° aniversário dos Direitos Humanos.
= SECRETARIADO NACIONAL, BD=
Luanda, 10 de Dezembro de 2021