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BLOCO DEMOCRÁTICO RENOVA COMPROMISSO PARA MUDANÇA POLÍTICA EM ANGOLA

By Dezembro 8, 2022 No Comments

Numa altura em que as organizações políticas, que participaram nas Eleições Gerais de 24 de Agosto último, encontram-se em introspeção face aos resultados anunciados, o partido político Bloco Democrático (BD) reiterou, em Luanda, o seu compromisso para a mudança do poder política em Angola.

“Renovado o compromisso do Bloco Democrático em manter a chama da luta e do discernimento político para contribuição da viragem da situação política nacional, os desafios de Angola desaguam na palavra Mudança. Compete-nos a todos desenhar esta mudança na base duma verdadeira alternativa”, disse o Presidente do BD, Dr. Filomeno Vieira Lopes, durante o discurso de abertura.

O prometimento foi feito por ocasião do 1° Colóquio Nacional sobre o Percurso Político dessa organização política, em alusão ao 12° aniversário do Bloco Democrático, o evento aconteceu em Novembro de 2022, no auditório das Irmãs Paulinas, bairro Vila Alice, consubstanciado ao lema: Construir pontes para fortalecer a Cidadania.

Aprazidos com um momento cultural, a organização agradeceu os seus membros, amigos e simpatizantes, especialmente a todos aqueles que ao longo dos tempos construíram o Partido e o afirmaram na cena política nacional e internacional.

Descrito, sobretudo, como um partido de causas, debruçou-se também sobre o papel do BD, criado no dia 20 de Outubro de 2010, na fundação da Frente para a Democracia (FpD), concepção da Associação Cívica de Angola (ACA) e no contributo dos seus membros no processo de democratização de Angola. Mais ao fundo, falou-se da geração síntese que deu corpo ao Bloco Democrático e que teve um grande papel nos acontecimentos sociais de 1974, cedendo espaço a independência do povo angolano.

As aspirações dos protagonistas do BD foram caracterizadas como sendo o sonho de uma Independência de facto nacional e da juventude, o grito de liberdade de gerações mais velhas entrecruzados, destruídos pelos acontecimentos dependentes da oposição mútua, historicamente construída, dos movimentos de libertação nacional associada à geoestratégia; À juventude, em particular, seriamente combatida; Prisões, ditadura e emergência de sentimentos de classe. Cultura, política e a luta pela libertação dos presos políticos; A tríplice acção num contexto de opressão profunda: Cultura, sociedade e política.

Os presentes no evento tiveram o privilégio de ouvir dos protagonistas várias lições de experiências políticas antes e após a Independência Nacional.

Sendo protagonistas da Associação Cívica de Angola (ACA) em 1974, partilharam testemunhos de percursos guiados por valores democráticos e sobre as lutas internas no interior do movimento de libertação nacional.

O Bloco Democrático, um partido político fortemente ligado a personalidades e grupos da sociedade civil, revelou ter mantido a coerência do compromisso e do percursos dos seus membros com a sociedade desde a criação da ACA, passando pela Frente para a Democracia (FpD), durante o conflito armado e o regresso às eleições em 2008. O Bloco Democrático surgiu em 2010 após a autoextinção da FpD por parte de uma geração resiliente que apesar das adversidades do poder, ergueu-se e caminhou até os dias de hoje.

Quanto às últimas Eleições Gerais realizadas em Angola, o Presidente do BD afirmou que os resultados mostraram a vontade do povo em mudar e que o caminho está traçado, precisando apenas da “expertise” suficiente para alcançar o objectivo.

Acrescentou que Angola ainda não atingiu a fase da maturidade democrática.

“Sem eleições transparentes não há poder alicerçado no povo. Com a Constituição atual, não há definitivamente um ordenamento jurídico pelo povo, e sem autarquias locais não há poder para o povo, sendo que a trilogia que permite compor um Estado verdadeiramente democrático: poder do povo, pelo povo e para o povo, não existe em Angola” disse.

Vieira Lopes criticou o controlo das instituições pelo partido estado, a repressão sobre os contestatários, a falta de oportunidade para quem quer contribuir, o privilégio dos militantes do partido, a corrupção política e económica que compõem a malha da realidade política.

Reiterou que sendo o Bloco Democrático parte integrante da Frente Patriótica Unida (FPU), a estratégia criou uma oportunidade única de renovação da esperança, galvanizando todos os sectores sociais do país, ganhando as eleições de 2022 no voto popular, onde o candidato a Presidente da República, Eng. Adalberto Costa Júnior, soube passar a mensagem e ganhar o coração do povo.

“Por isso, em 2023, deveremos ser capazes de pressionar o regime a permitir eleições autárquicas, com alteração da composição da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e do Tribunal Constituição (TC). É um foco de luta fundamental para não retardar mais as possibilidades de mudança”, afirmou.

O líder do BD garantiu que se haver continuidade em unidade, mesmo em circunstâncias de um poder sofisticado, vai se conquistar a desejada democracia, rumo ao bem-estar para todos os angolanos.

O 1° colóquio do Bloco Democrático terminou com uma homenagem certificada de algumas figuras do partido, o acompanhar da voz em coro de “Liberdade, Modernidade, Cidadania”.

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